Vem saber quem são os expositores e quais as atrações da Feira Join Makers especial de Natal — Moda Sem Crise
08 • dezembro • 2017

Vem saber quem são os expositores e quais as atrações da Feira Join Makers especial de Natal


Dois mil e dezessete está chegando ao fim. E neste momento, muitos estão em busca de opções para presentear e satisfazer desejos de Natal. Então, que tal abrir mão das compras em lojas de comércio popular e shoppings centers para apostar em produtos alinhados com processos criativos, inovadores e enveredados por caminhos sustentáveis? Consumir é um ato político. E comprar do pequeno empreendedor é também uma oportunidade ímpar para contribuir com as transformações sociais, econômicas e ambientais que tanto se anseia na contemporaneidade.

Dia 16 de dezembro, das 11h às 20h, acontece a Feira Join Makers na Casa do Baixo Augusta, Centro de São Paulo. Iniciativa do Moda Sem Crise com o Instituto Brasileiro de Moda (IBModa), o evento que chega agora a sua 2ª edição  e conta com a parceria com a Associação Acadêmicos do Baixo Augusta – um dos mais expressivos blocos carnavalescos da Capital paulista. Ponto de encontro não só da música, mas também da arte, cultura, pensamento crítico e da #economiacriativa, a Casa do Baixo Augusta recebe o evento que vai reunir 27 expositores entre brechós, marcas autorais e outros negócios criativos.

Além disso, uma programação paralela está sendo preparada. A agenda inclui: aula de dança com o Grupo Me Gusta; apresentação do cantor  Tchelo Gomez com os dançarinos – vulgo Twins – Fernando Gonçalves e Guilherme Freitas; apresentação da aprendiz de BellyDancer, a jornalista e autora do blog Diário de Uma BellyDancer, Yasmina Deisy. E apresentação de poesia com a jovem Julia Rocha.

Artista ilustradora de Santos (Litoral Paulista), Aline Vieira está também entre as atrações: ela fará uma live painting e também é a responsável pela ação de Flash Tattoo que acontece durante todo o período. A programação conta também com as oficinas de Upcycling das irmãs Amanda e Fernanda Alface; com o Pulsa SP, projeto de intervenção urbana e gentileza que espalha afeto pelas ruas da cidade; e oficina “Descubra-se” com o Desguarda Roupa. Uma intervenção que propõe uma valiosa reflexão sobre identidade e estilo. Com exceção da Flash Tattoo, todas as atividades são gratuitas.

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Projeto Pulsa SP espalha amor por onde passa. O registro é da ação recente durante a #BEFW. O projeto esteve entre as iniciativas do Espaço Lab promovido pelo Moda Limpa – Foto: @agfotosite

Comidinhas também estão previstas. Entre os makers que atenderão com alimentos está o projeto Hai África –  uma ONG que tem como objetivo levar educação humanizada e alimentação saudável para crianças vulneráveis de uma comunidade do Quênia. Mariana Fischer fundadora do projeto está no Brasil e participa pessoalmente da Join Makers. A ONG fará a venda de brigadeiros do amor e café. “Comprando um brigadeiro do amor você ajuda a pagar a faculdade das professoras do Hai África”, comenta Mariana.

Venha ocupar a Casa do Baixo Augusta com a gente e prestigiar a cultura maker. Confira agora quem são os expositores desta edição:

Acervo 001 | Brechó | Aline Aparecida

Criado por Aline Aparecida, o Acervo 001 é um brechó online e itinerante. A curadoria reúne peças atemporais e sem barreiras de gênero. “Em 2016, aos 28 anos, eu estava trabalhando há três em uma grande empresa de TI aqui de São Paulo. Aquele modelo de trabalho definitivamente não era para mim. Eu trabalhava cerca de 12 horas por dia de segunda à sexta, eventualmente um fim de semana ou feriado. Resolvia problemas, vestia a camisa e era muito bem remunerada para isso. Era seguro, pagava as contas, garantia estabilidade. Mas tudo isso ainda não preenchia meu inquieto EU. Então minha performance caiu e fui demitida. Sai daquela empresa sem saber o que fazer e para onde ir”, conta. Após algum tempo, Aline decidiu colocar em prática o projeto. “Passei meses matutando, tateando no escuro, buscando saídas. Meses se passaram e eu fui modelo fotográfica para um brechó online. Após um ensaio fui chamada para trabalhar nele. Aceitei de coração aberto e sabia que ali estava a chance de aprendizado que eu precisava. A experiência durou tempo suficiente para me mostrar o que viria a ser o meu próprio caminho.” Com menos de um ano, o Acervo 001 é dedicado ao comércio de artigos do vestuário, acessórios e calçados usados.

Alfinete Vintage | Brechó | Mayara Lins Novaes e Natasha Lins Novaes

Recém-formada em Negócios de Moda, Mayara Lins Novaes durante a faculdade trabalhou na área varejo. “Vivi na prática como o mercado do Fast Fashion é realmente gigante e como é grande a proporção de peças descartadas que a grande massa consome sem limites. Em contrapartida, um costume familiar sempre foi doar peças que não eram mais usadas, dar um valor real para cada roupa e consumir de forma consciente em bazares e brechós. Assim surgiu a minha vontade de trabalhar com isso, unindo a paixão pela moda, com a consciência de que a roupa não é algo descartável e sim parte nós, ela carrega sua história e deve ser valorizada. E a marca se iniciou com a vontade de trabalhar com algo que me desse orgulho, que ampliasse a visão das pessoas sobre o consumo, e aos poucos que mudasse a visão errada que muitas pessoas têm sobre brechós. O objetivo do Alfinete Vintage é trazer peças com ótima qualidade, resgatando roupas usadas e valorizar sua vida útil e sua história, fugindo da moda descartável na busca do atemporal, focando em um consumo consciente na defesa do slow fashion”, diz. O projeto ela toca em parceria com sua irmã Natasha Lins Novaes.

Alhave Vintage | Brechó | Marcela Damazo

“Há mais de dez anos formada em moda, Marcela Damazo que já apostou em uma loja física de moda autoral, mas trocou o negócio por um brechó de venda online. “Comecei a pensar a respeito do consumo desenfreado de moda e acabei perdendo o rumo. Sinto que agora com o brechó posso substituir de alguma forma para o bem do Planeta e ajudar pessoas que têm ou precisam ter essa visão”, diz. O Alhave Vintage surgiu há menos de um ano. Mas, segundo Marcela tem dado frutos. “Optei por peças mais vintages e agênero. A ideia é realmente reciclar o que muitos não querem mais, por isso algumas peças são customizadas.

Beatriz Najim Jewellery | Marca autoral | Beatriz Najim

A designer de joias Beatriz Najim descobriu seu interesse por moda ainda na infância. Já na faculdade, outra descoberta, o desejo de trabalhar criando joias. “Foi amor à primeira vista. Em 2016 me formei em Design de Joias. E no começo de 2018, após a realização de outros cursos de especialização, abri meu ateliê”, conta. A Beatriz Najim Jewellery é uma marca de joias atemporais e contemporâneas. Todas as peças são desenhadas e produzidas por Beatriz. “São joias exclusivas, cada uma com seu detalhe. Meu trabalho tem tudo a ver com a Join Makers: é exclusivo, totalmente handmade, inovador e faz parte de uma moda slow fashion”, completa.

Bem Te Quer | Brechó | Mari Cassiano

Quando o desemprego bateu à porta de Maricleia Cassiano, em janeiro deste ano, a estudante de Moda precisou se reinventar. Foi então que surgiu o desejo de criar o brechó Bem Te Quer. “Fui demitida janeiro de 2017 de uma empresa que não cumpriu o acordo de pagamento da verba rescisória. Com a necessidade de manter os estudos, abri o brechó”, explica. As vendas acontecem no ambiente online e presencialmente em feiras. “E o conceito do Bem Te Quer é usar o que não está na moda. A curadoria acontece no circuito slow fashion. Busco levar para o cliente o máximo de criatividade e bom gosto em roupas.”

Bendita Beleza Cosméticos | Marca autoral | Evelyn Barbieri

A Bendita Beleza Cosméticos é uma empresa pequena de produtos naturais. Evelyn Barbieri, que trabalha com maquiagem para cinema, sempre gostou dos segredinhos de beleza de sua avó. Daí a inspiração para criar a marca que vende uma linha de desodorantes, escalda pés, banhos de energia, hidratante labial e corporal, esfoliantes, tudo feito de forma artesanal e natural. “Sempre achei que você não precisa de horas no salão para ser linda e em cuidada. Andei me interessando muito por fazer meus próprios produtos, não só os de beleza, como os de bem estar. Sou apaixonada por aromas, velas, banhos, aromaterapia, todas essas coisas que trazem bem estar e te deixa mais bonita de dentro para fora, que faça você se reconectar, que te traga leveza”, explica. Evelyn decidiu se jogar na marca e apostar no trabalho no qual diz acreditar. “Decidir trabalhar com algo que acredito e que não depender só das loucuras de sets de filmagens, passando meses fora de casa por causa do trabalho. Achei que cuidando do bem-estar dos outros seria uma forma de cuidar do meu”, diz Evelyn que fez pesquisas e testes até dar início definitivamente aos trabalhos.

Brex | Brechó | Júlia Faria

“Por muitos anos, até pela minha formação em Moda há dez anos, acreditei que a vida era consumir, consumir, consumir. Achava que para nos sentirmos felizes, tínhamos que comprar, tínhamos que ter emprego para impulsionar o consumo. Mas conforme os anos foram passando, fui ganhando experiência e percebi que a vida é muito mais do que isso”, diz Julia Faria, idealizadora do Brex Brechó de roupas e acessórios femininos com tamanhos do PP ao GG. O entendimento de que a cadeia da moda precisa mudar e que os danos causadas por essa indústria ao meio ambiente são irreversíveis, a fez procurar outras alternativas e propor também uma nova forma de consumo. Hoje acredito muito em fazer a energia girar e que o consumo deve ser consciente. Valorizar o pequeno produtor para que todos possamos ter vez no mercado, investir em qualidade e não em preço. Valorizar o que estudamos por quatro anos para não sermos engolidos pelo mercado.” Julia criou o brechó após viver uma experiência bastante pessoal. Diagnosticada com uma doença, engordou 15 quilos, e teve que deixar suas roupas, muitas, segundo ela, sem uso e com etiqueta. “Depois desse baque resolvi montar o Brex, um brechó com cara moderninha, vendo peças com informação de moda, a maioria com etiqueta e, portanto, sem uso. É um garimpo com peças nacionais e internacionais – minhas e de amigas que passaram pelo mesmo problema consumista que eu. Além disso, possuo um acervo de bijus e semi-joias, inclusive algumas feitas por mim.

Carola Trendy | Marca autoral | Carolina “Carola” Opazo Aguilera

Filha de chilenos, nascida em Porto Alegre (RS), a gaúcha Carolina Opazo há quatro anos vive em São Paulo. Sua área de atuação profissional sempre esteve relacionada ao atendimento e vendas. “Adoro me comunicar e conhecer pessoas. Meu envolvimento com economia criativa é recente, eu acredito muito no trabalho manual, valorizo o feito a mão, quero viver disso e também fazer parte dessa economia”, conta Carola, como é carinhosamente conhecida. Designer de joias, a paixão por brincos aconteceu durante o tempo que viveu em Londres (UK). “Eu estava passando por Brick Lane em uma rua com diversas lojas de artigos em couro e encontrei no meio do lixo um saco cheio de retalhos belíssimos de couro. Minha intuição gritou na mesma hora. Carreguei o saco bem grande pra casa. Na época, eu e minhas amigas frequentávamos festas maravilhosas na região de Hackney, bem como de Shoreditch e Hoxton, o que muitos considerariam como pertencente a East End. E foi assim, fazendo brincos para mim e claro para as amigas que essa história começou”, relembra. As peças da marca Carola Trendy são desenhadas e montadas manualmente por ela e tudo acontece de forma muito natural. “Eu não sigo um padrão, simplesmente acontece. São peças artesanais com traços sofisticados e geométricos, com uma forte inspiração na combinação de cores”, completa.

Cocoon Trapillo | Marca autoral | Sueli Arcangelo

Aos 62, mãe de duas filhas, recém-separada, Sueli Trapillo está entre os empreendedores da #JoinMakers que tiveram que rever seus planos de vida. Desse momento surgiu uma grande vitória: a Cocoon Trapillo. “Foi uma decisão muito difícil , precisei me reorganizar e criar coragem para começar minha vida novamente, me transformar e reinventar. Tentei vender doces e bolos no pote, mas um dia me dei conta de que o crochê sempre esteve presente na minha vida, desde que minha avó me ensinou, quando tinha apenas nove anos e de tempos em tempos fazendo cursos ou workshop. Atividade que sempre me deu prazer e então pensei porque não trabalhar com algo que me foi dado como herança e que ao mesmo tempo carrega o conceito de criatividade, ligados ao sustentável,reciclável, bem estar e decoração. A Cocoon Trapillo surgiu do simbolismo do casulo e o momento pelo qual estou passando na minha vida, onde após um período de metamorfose, a borboleta sai do seu casulo e voa em conquista da liberdade. Esse período de enclausuramento concedeu-lhe as asas que necessitava para explorar o mundo sob novas perspetivas.”

Join Makers vai reunir 27 empreendedores de marcas autorais e brechós – Foto: Pixabay

Dark Side | Brechó | Thiago Moreira e Eunice Lechner

O Dark Side é o projeto de Thiago Moreira que após criar um grupo em uma rede social para promover seu acervo, decidiu investir na ideia. “Comecei vendendo meu acervo pessoal. Em 2012 criei um grupo no no Facebook que hoje têm mais de 50 mil participantes: o Brechó Masculino SP”, conta Moreira que de volta ao Brasil depois de viajar para a Europa, em 2013, percebeu que a cena Vintage ganhava força por aqui. “Foi quando comecei minha busca pelas jaquetas jeans Vintage. E em 2016 montei o dark Side com acervo vintage e contemporâneo. Atualmente participamos de feiras de brechós em São Paulo e vendemos pelo nosso Instagram. Acreditamos que a Join Makers será um feira conceituada em São Paulo. O que irá firmar ainda mais a moda sustentável”, completa ele que tem em seu acervo ¼ de peças dedicadas ao público masculino, além das jaquetas que são unissex. As peças vão do PP ao GG, segundo Moreira que toca o projeto em companhia da sócia Eunice Lechner.

Descomplique | Brechó | Vanessa Barone

Jornalista, Vanessa Barone escreve sobre moda há mais de 20 anos. Consultora de imagem e apaixonada por moda e brechós, uniu o útil ao agradável e criou o Descomplique Brechó. “Sempre frequentei brechós e bazares. O brechó Descomplique começou informalmente, vendendo as minhas coisas. Mas como acredito muito que as coisas podem ter vida mais longa, e devem ser reaproveitadas, decidi fazer disso um negócio”, afirma Vanessa que explica ainda que o  Descomplique aposta em peças tanto marcas muito conhecidas, quanto outras desconhecidas, mas que nem por isso passam despercebidas. “O critério de seleção leva em conta o valor da peça em si, o quanto ela ainda pode ser usada e aproveitada. Busco peças atemporais, mas também artigos que tenham a linguagem do momento, para atender diferentes públicos.”

Estrela do Mar | Brechó | Alessandra Vespa

Embu das Artes, região Metropolitana de São Paulo, é bastante famosa por fomentar o artesanato local. E justamente neste contexto surgiu o Estrela do Mar. Um brechó pautado pela sustentabilidade e criatividade. “Nós começamos o brechó em Embu das Artes, cidade em que meu namorado mora. E acontece que deu muito certo. Fazíamos um tipo de boca a boca com o pessoal e vendíamos coisas bem legais. Com o tempo, decidimos que era melhor fazer feiras e eventos para levar o brechó para outros locais e tem sido assim desde então”, conta Alessandra Vespas que em dezembro leva o Estrela do Mar para a edição especial de Natal da Join Makers. “Sempre gostei de comprar roupas de brechós, mais pela sustentabilidade. E quando tive a oportunidade de abrir meu negócio, comecei a me envolver e me apaixonar por isso cada vez mais. Acredito que é uma forma de levar conscientização cada vez mais para um maior número de pessoas”, completa.

El Cabriton | Marca autoral | Erica Domênico

Desde 2009 a El Cabriton, localizada na Rua Augusta, tem como objetivo colocar mais arte no mundo. “Nossos clientes nos ajudam nessa missão levando pela cidade e pelo mundo ilustrações de nossos artistas parceiros seja em uma camiseta, carteira, posters ou até em baralhos. Nós pagamos royalties aos artistas pela utilização e comercialização de suas artes. Além disso  trocamos a fachada de nossa loja todos os meses desde sua inauguração”, explica Erica Domênico que afirma que ao todo, a loja já recebeu cem pinturas diferentes. Ela afirma ainda que a produção acaba sendo personalizada e sob encomenda. “Nós imprimimos as camisetas na hora sem a necessidade de produção de estoque, nós imprimimos apenas o que vende.” Entre os produtos estão também acessórios e artigos de decoração.

El Cabron Barber | Marca autoral | Danielle Amanda Amaro

Danielle Amanda Amaro se inspirou na necessidade de seu marido para dar início ao seu negócio: a El Cabron Barber. A empresa a fez largar a carreira em um escritório de advocacia. “A El Cabron surgiu da necessidade de cuidados diários do masculinos, vendo o meu marido deixando a barba crescer, sem nada para o cuidado, resolvi desenvolver produtos de maneira manual”, conta. Os produtos da El Cabron Barber são produzidos com o objetivo de manter a barba alinhada, hidratada e tudo é feito de forma natural.

Garagem 750 | Brechó | Marcelly Martins

Formada em moda, Marcelly Martins é proprietária do brechó Garagem 750 que surgiu em sua garagem, quando decidiu se enveredar pelos caminhos da economia criativa. “Eu sempre amei brechós. Minha mãe nunca teve dinheiro para comprar roupas novas, mas isso nunca me incomodou. Adulta me formei em moda, mas eu ainda tinha o pensamento de que gastar ‘rios’ de dinheiro com uma peça era um absurdo. Fora o impacto ambiental de produzir uma peça. A falta de emprego me fez unir minha paixão, o brechó, com o gosto por selecionar roupas e fazer as pessoas se vestirem bem, pagando pouco. Então abri a garagem da minha casa, número 750, e foi então que surgiu o brechó”. Entre as peças do acervo do Garagem 750, segundo Michelly há peças para os públicos masculino e feminino, nos tamanhos P, M e G.

Instituto Entre Rodas e Batom | Marca autoral | Eliane Lemos

“A deficiência é uma questão do olhar” e o Instituto Entre Rodas tem olhado com muito carinho e atenção para a causa da pessoa com deficiência. Por meio do projeto “Mães que Tecem”, a ONG tem contribuído com a geração de renda para mulheres com deficiência que estão no cárcere, egressas, que tem filhos com deficiência e mulheres vítimas de violência. Os produtos produzidos são mochilas e bolsas customizadas que podem ser usadas em cadeiras de rodas ou não. “Somos uma organização da sociedade civil que tem como missão formar liderança humanitária para igualdade de gênero e o enfrentamento à violência contra meninas e mulheres com e sem deficiência, afirma Eliane Lemos, diretora da ONG. O projeto busca também atender a crianças com deficiências que necessitam de cadeiras de rodas. Eles recolhem lacres de latas que juntos são trocados pelo equipamento.

Lab 44 | Marca autoral | Luiz Eduardo Alves Vieira

A crise que afeta a milhões de brasileiros, colocou Luiz Eduardo Alves Vieira e seus amigos dentro das estatísticas do desemprego. Foi então que em outubro deste ano teve a ideia de criar o projeto LAB44. “A LAB44 surgiu por acaso. Pessoas próximas a mim ficaram empregadas, inclusive eu. Porém pude observar que todos tinham habilidades diversas de vestuário e artesanato. Como eu mesmo já frequentei aulas de vestuário do Senai, decidi então colocar todo o conhecimento que tenho junto aos artesãos. Notei que ao longo do tempo acumulei conhecimento e material necessário para dar asas a criatividade de muita gente que por vezes se via desmotivado por não ter uma certa máquina ou por não ter espaço em casa para realizar seus trabalhos. Portanto, desta forma desejo ajudar artesãos, costureiras, designers a se lançarem no mercado. O projeto nasceu após uma simples frase que dizia ‘somos todos um’ entrar na minha mente e fazer perceber que o coletivismo possa ser uma alternativa econômica mais saudável. O conceito é resgatar a simplicidade. Pretendo levar o conceito de beleza e leveza ao modo de vestir e decorar um ambiente, utilizando materiais como garrafas, madeiras que seriam descartadas e outros materiais alternativos que remetem a um estilo naturalista ou folk e camisetas simplistas porém com qualidade e estampas que trazem um sentimento de reflexão sobre um estilo de vida voltado à exaltação de momentos.”

Lactuca Lab | Marca autoral | Amanda Alface e Fernanda Alface

Lactuca Lab é o projeto das irmãs Amanda e Fernanda Alface. Moradoras de Florianópolis, Santa Catarina, as gêmeas viajam para São Paulo para participar como expositoras e para promoverem uma oficina gratuita de upcycling. Segundo elas,o envolvimento da Lactuca LAB com a economia criativa se dá a partir do envolvimento da sociedade/público consumidor com o processo criativo, semeando por meio de oficinas a confiança na sua criatividade/arte ante a repetição e aceitação daquilo que já está imposto e massificado, permitindo assim que se possa vestir a camisa da alma e mudar a percepção de consumo. “Também por meio da transformação do resíduo têxtil e calças jeans em novas peças, trazendo a reciclagem para o ato de vestir como uma alternativa perfeitamente viável. O Lactuca LAB é um portal de artivismos ecoquânticos. Ahn? É simples, o ativismo é pela cura do planeta, a nível social e ambiental, e fazemos isso usando muitas cores, materiais reciclados, retalhos, criatividade e artesanatos aprendidos com a mamãe e a vovó com muito amor. Tudo é energia, e baseado no princípio ‘tempo é arte’, nos reconhecemos e atuamos como canal de troca e liberdade criativa”, explica Fernanda.

Liquidificador de Cor | Marca autoral | Bárbara Blauth

Mais cor, por favor. Marca de roupas feitas de forma artesanal, a Liquidificador de Cor tem como objetivo trazer cor à vida urbana. A customização e o crochê são o ponto chave da criação de Bárbara Blauth. “Sempre tive o desejo de ter uma marca de moda e sempre gostei de trabalhos manuais. Então em um momento onde a economia criativa ganhou  força, lancei a Liquidificador de Cor. Acredito na importância de um mundo mais consciente e colaborativo, onde tenhamos um contato mais humano, sabendo a origem dos produtos que consumimos e quem foram as pessoas que produziram. Mostrar os processos de trabalho e ter um relacionamento transparente e próximo com os clientes”, conta a artesã que também pinta e borda. “Acreditamos na importância de mostrar os processos de produção das peças, para que fique claro que está sendo feito por uma pessoa e que o trabalho manual é algo que leva um certo tempo, muitas vezes vários dias, e por isso deve ser muito valorizado. As peças são todas exclusivas e temos o intuito de produzir peças eternas, e não algo que em pouco tempo possa se perder. Customizamos também as peças dos clientes, dando uma cara nova a algo que já estava guardado e pode ter vida nova.”

Moda Faz Bem | Brechó | Joelia Santos e Luciane Robic

Luciane Robic é uma das idealizadoras da Feira Join Makers. Diretora de Marketing do Instituto Brasileiro de Moda, que soma quase que 20 anos de história, Luciane conhece bem o universo da moda brasileira e sabe o quão difícil é também empreender. Multitarefas, Luciane está também do outro lado do negócio. Junto com Joelia Santos, Luciane administra o brechó Moda Faz Bem que também faz parte do elenco de expositores da feira. O projeto surgiu do interesse de tratar de sustentabilidade e economia valorizando a memória afetiva de cada peça que passa pelo projeto. “Ao comprar ou vender no Moda Faz Bem você preserva o meio ambiente, evita a produção de roupas novas, contribui com a cultura de moda, faz história com suas roupas, une as pessoas por meio das memórias afetivas das suas peças, compra marcas especiais por preços reduzidos, coloca um dinheirinho no bolso e ainda contribui com causas sociais”, comenta Luciane. 

Naisha Cardoso Joias de Autor | Marca autoral | Naisha Cardoso

A marca Naisha Cardoso – Joias de Autor surgiu em 2004 como resposta da joalheira ao olhar o preto e branco da vida adulta. “Fazia desde criança peças e vendia na escola. Por mais infantis que fossem eu sempre estava atras de um acabamento novo, inventava muitos, para melhorar. Intuitivamente eu já fazia curadoria de materiais e procurava diferenciação. Quando concluí formação em Direito fui estudar joalheria. Mas não queria partir do ponto de vista do designer somente. Me interessava sobretudo em como fazer por saber que a manualidade te mostra caminhos”, afirma. O lúdico que só o olhar infantil percebe é uma das características da marca. “Cores e suas nuances, formas, texturas, sons, aromas, proporções, gostos e materiais inusitados soam mais intensos quando percebidos pela primeira vez. São estímulo e motivo para juntar tudo isso em uma brincadeira de vestir. A criança cresceu, mas continua inconformada com a tendência adulta a se acostumar com tudo que já não é novidade. São adornos femininos que resgatam do comum e corriqueiro a sensação de surpresa do até então desconhecido, se valendo da simbologia da joia como linguagem visual.

Petz Co | Marca autoral | Letícia Silva e Amanda Colangelo

Moradoras de São Bernardo do Campo, ABC Paulista, Letícia Silva e Amanda Colangelo são as empreendedoras por trás da Petz Co, marca autoral que aposta nos universos geek e Pet. “A Petz Co surgiu da necessidade de vermos coisas diferenciadas e criativas no mercado. Observamos que o mercado Pet vem crescendo, então decidimos unir o nosso amor pelos animais e pela moda e assim, criar a nossa própria marca”, conta Letícia.  A Petz conta com roupas e acessórios inspirados em personagens de filmes, séries, desenhos, enfim, tudo o que compõe a cultura pop. “Buscamos também trazer um diferencial no design, criando produtos divertidos e ao mesmo tempo, confortáveis. Afinal, os nossos pets também merecem estar na moda”, completa Amanda.

Recikle | Marca autoral | Rafael Felsemburg e Bárbara Paiva

A Recikle surgiu quando o filho de seu fundador, Rafael Felsemburg nasceu. O empreendedor percebeu que precisava fazer algo pelo mundo. “Isso norteou a visão, missão e valores da Recikle. Nossa visão é ser uma empresa reconhecida pela qualidade no fornecimento de moda ecológica e pela disseminação da consciência sobre a necessidade do respeito ao meio ambiente e à sociedade. A missão é influenciar um mundo melhor através de produtos ecologicamente corretos, proporcionando ao consumidor, de forma consciente, o envolvimento com a preservação ambiental. Somente atingiremos nosso sonho com respeito, transparência, criatividade, proatividade, organização e inovação. O nosso propósito é conscientizar o mundo dos problemas que enfrentamos hoje e suas soluções, emanar o bom, o novo”, conta Bárbara Paiva, sócia de Felsemburg. A intenção dessa dupla de empreendedores é conquistar um mundo melhor, usando a moda como forma de expressão e um meio de causar pequenos impactos positivos na sociedade e meio ambiente. “Queremos estimular o potencial de desenvolvimento do nosso país, queremos melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.”

Reinventa Bolsas Artesanais | Marca autoral | Marília Fenerich

A história de Marília Fenerich com a economia criativa começou há cerca de um ano, após desligamento da empresa onde trabalhava. A vontade de mudança de carreira, a busca por qualidade de vida e o desejo de fazer algo diferente, algo seu, com a sua cara, a fez criar a Reinventa Bolsas Artesanais. “Sempre gostei de moda, de bolsa e resolvi me dedicar a esse ramo. Em agosto de 2017 que a marca Reinventa Bolsas Artesanais passou a existir no mercado”, conta. O conceito e o propósito da marca é oferecer algo novo para quem busca por exclusividade e para isso aposta em técnicas manuais e utiliza tecidos de reuso. Marília não considera o projeto algo engessado. “Como o próprio nome diz, no futuro as necessidades e propósito podem ser mudados ou ampliados.”

Santo Achado | Brechó | Michelle Freitas

Michelle Freitas é a fundadora do Santo Achado. Um brechó que também surgiu após sua dona ter que encarar um problema tanto afeta os brasileiros: o desemprego. “Um ano atrás, me encontrava desempregada e trabalhando como freelancer e vendendo cosméticos, uma amiga resolveu montar um brechó e começamos a juntar as peças encostadas no armário, fizemos uma parceria nesses produtos e atendia uma vez por semana para ela. Após formar a parceria no brechó desta amiga, fui tomando gosto pela coisa, sempre gostei de moda e achei fascinante esse ramo”, relembra. A ideia de colocar em prática o Santo Achado contou com o apoio desta mesma amiga, Talita Oliveira dona do Brechó Achados da Tali. “Após muita insistência desta amiga resolvi montar o meu brechó, porém, em Minas Gerais na cidade de Frutal para também ajudar minha mãe. Projeto este que não deu muito certo lá pela falta da cultura sustentável, um ponto que precisa ser mais trabalhado na região. Resolvi então, trazer o brechó para São Paulo e dar andamento cuidando desta ideia mais de perto e, foi onde nasceu o Santo Achado em julho deste ano no bairro do Cambuci.”

Selma Moreira Acessórios | Marca autoral | Selma Moreira

Paixão de infância, Selma Moreira que sempre se dedicou aos trabalhos manuais, há cinco anos decidiu empreender e assim surgiu sua marca de acessórios. Sempre fiz trabalhos manuais, desde a infância, mas nos últimos anos comecei a usar e vender os acessórios que usava e percebi que havia espaço para inovar. Faço pesquisas com diversos materiais”, afirma. Atualmente Selma trabalha com retalhos de tecidos para criar bijuterias e customização de outros acessórios como pulseiras, brincos, colares, faixas e turbantes. “O carro-chefe das minhas criações são os brincos com a temática de geometria e movimento confeccionados com papel e tecido. Tento sempre reaproveitar e misturar diferentes materiais.” Já o Casa Kyrô Brechó, segundo Selma conta, surgiu da necessidade de ter um espaço físico para atender suas clientes. “O espaço se complementa com a venda dos acessórios, porque posso também divulgar minhas criações e fazer workshops de dança”, explica Selma que é professora de dança. O endereço no Bresser, zona leste de São Paulo serve também como ponto de encontro para oficinas de turbantes. “As clientes acabam querendo comprar as roupas, acessórios e turbantes que faço e uso. Minhas peças precisam ter um diferencial e se destacam pelo desenho, tamanho e mistura de materiais. As peças tem a intenção de atrair e coroar quem as usa”, completa.

TheHang | Marca autoral | Mariana Mekbekian

A TheHang nasceu da vontade de sua criadora, Mariana Mekbekian, de trabalhar com o couro, depois de concluir uma pós-graduação em calçados e acessórios no IED e um curso livre de técnicas de costura e montagem manual em couro com a professora Gisele Germani. “A ideia de trabalhar com os retalhos e peças de reaproveitamento surgiu quando aprendi o quanto dessa matéria prima tão nobre era descartada, sem um destino adequado, pelas fábricas de calçados e bolsas aqui no Brasil.O processo de criação começa na pesquisa de modelos e na busca do material, já que muitas vezes tenho que adaptar a ideia da peça ao estado em que compro o couro. Por isso a modelagem ocupa uma boa parte do desenvolvimento de novos modelos. Depois de acertada, todo o processo de corte, costura e ou montagem é feito por mim, no ateliê e escritório que divido com meu pai no Brás”, explica. O resultado são chaveiros, bolsas e carteiras modernas, práticas, úteis e descoladas.

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