13 • julho • 2018

Vamos aprender e dividir experiências sobre moda responsável? Porque sim. É possível!


Sempre amei moda. Mas, quando comecei a me interessar por moda sustentável e responsável, confesso que me assustei com o preço justo das peças. Afinal, quem está acostumada apenas com as fast fashion se assusta com os valores – que são realmente justos. E quando a gente se assusta acaba se afastando. E foi isso que fiz por um tempo. Estava sempre lendo, acompanhando projetos sobre moda e, principalmente, as feiras de trocas. Até que fui em um evento que me deixou pensando sobre o que poderia fazer dentro da minha realidade para contribuir. E foi a partir desse questionamento que decidi começar o projeto #JeeNoBrecho.

Minha ideia á princípio era passar um ano comprando roupa só de brechó ou trocando em feiras de trocas. E falar sobre isso nas minhas rede sociais e para as pessoas que conheço, porque acredito que a gente muda quando tem exemplo. Então, nada melhor que eu mesma comprar de brechó e mostrar que era possível.

Eu nunca tinha comprado de brechó antes, mas já tinha ido em algumas feiras de trocas e sempre ganhei e troquei roupa na família – da prima mais velha para a mais nova e vice-versa. Então, roupa usada nunca foi uma questão ou um tabu. Mas, apesar disso eu não tinha experiência de comprar de brechós, por isso, tudo que compartilhei e compartilho é muito genuíno. Eu estou realmente aprendendo e descobrindo com cada visita aos brechós e feiras que participo.

>>> Interior do brechó Beco Leste, que fica no Tatuapé, zona Leste de São Paulo. É um dos brechós que Jéssica conheceu durante o primeiro ano do projeto – Foto: Jessica da Silva

No começo as reações foram as mais diversas possíveis. Teve quem achou que eu estava passando necessidade por isso estava comprando de brechós. (Juro! O que só me mostrou como ainda tem muito preconceito com brechós e roupas usadas). Teve quem achou que eu estava sendo paga para falar sobre brechós. (Bem que eu gostaria mas a verdade é que faço tudo de coração e sem ganhar dinheiro nenhum). E ainda bem que também teve quem se entusiasmou junto e acompanhou o projeto.

Em abril desse ano (2018) o projeto completou um ano e com isso cumpriu o objetivo inicial que era passar um ano comprando de brechó, bazares ou trocando em feiras. Mas tenho aprendido tanto nesse projeto, desde o desapego das peças até repensar cada garimpo. É incrível abrir possibilidades de experimentar peças que não experimentaria normalmente, transformar peças, resgatar e também conhecer tanta gente bacana e tantas histórias e ao longo desse caminho. E saber que ao menos uma pessoa considerou garimpar por aí, trocar ou reformar peças por isso decidi continuar o #JeeNoBrecho.

>>> Jéssica da Silva desde de abril de 2017 decidiu trocar as fast fashions para investir em peças garimpadas em feiras, brechós e bazares e sua experiência ela compartilha nas suas redes sociais e a partir de agora também aqui no Moda Sem Crise – Foto: Arquivo Pessoal

A partir de agora eu vou compartilhar todas essas descobertas que esse projeto tem me proporcionado aqui também no Moda Sem Crise – nessa coluna de publicação mensal.  Então, seja bem-vindo ou bem-vinda a esse espaço! Pretendo contar sobre os meus garimpos, trocas e aprendizados durante todo esse caminho de descobrir. E falar sobre uma moda mais responsável e possível para todos. Espero contar com a sua companhia e com os seus aprendizados também. Fiquem todos  à vontade para dividir!




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