CAUSE MARIA! – Estrear uma coluna no Moda Sem Crise é, sem dúvida, uma responsabilidade muito grande, por se tratar de um espaço no qual o foco não é apenas como se vestir bem ou estar antenada nas tendências, mas sim valorizar o próprio estilo e preferências, o próprio corpo, crenças, respeitando sempre a sua identidade e individualidade, entendendo e destacando o que melhor nos define, sem fugir de nós mesmos, sem nos descaracterizar.
O mundo muitas vezes nos obriga ou força a essa descaracterização (alguns chamam de adaptação), para sermos parte de algo. Talvez para estarmos em nossos ambientes de trabalho, tenhamos que vestir a roupa de “super homem”, para camuflar a nossa identidade secreta e verdadeira. Mas quanto tempo conseguimos viver camuflados, representando um personagem ou simplesmente nos adaptando dia a dia?
E quando esse comportamento se aplica ao ciclo de amizade ou a descaracterização surge a partir de um relacionamento? É necessário realmente sublimar a identidade para estar ao lado de alguém?
Um dos meus grandes medos, ao pensar em entrar em um relacionamento, era a perda da minha individualidade. Sempre fui muito observadora. E os exemplos próximos a mim condenavam cada vez mais as palavras namoro, casamento, enfim, relacionamento.
Testemunhei vários amigos e amigas se afastarem em função de um namoro. E não só se afastarem de mim, mas de outros amigos, de seus gostos, de seus objetivos, de suas famílias. E são essas as mesmas pessoas, que ao fim do relacionamento, vi saírem desesperadas, bradando a frase: “Agora, eu vou curtir a vida!”.
Então, penso: Poxa, mas será que não é possível namorar e curtir ao mesmo tempo? E ter amigos ao mesmo tempo? E ter objetivos ao mesmo tempo? E estar com a família ao mesmo tempo? E a resposta mais feliz é: Dá sim!
Dizem que o amor tem razões que a própria razão desconhece. Porém discordo da razão de causar perdas, de se sobressair ao amor próprio, de separar de outras formas de amor ou de limitar objetivos. A expressão “somos um só” é bem poética e romântica, mas se aplicada à prática, o resultado pode não ser muito positivo.
Relacionamentos saudáveis são compostos por parte individuais, que se complementam, se apoiam e ao mesmo tempo se libertam, para que além dos gostos em comum, tenham os gostos individuais, além dos amigos em comum, tenham amigos individuais e o mesmo para os objetivos.
Em alguns anos de relacionamento, posso dizer que ceder em determinados momentos é normal e fundamental, afinal tudo tem um meio termo, mas abdicar de si mesmo, jamais. Isso se chama respeito pelo outro, o principal alicerce para um relacionamento duradouro. Este, NUNCA sai de moda.
ADOREI O POST! e exatamente isso, alguém para apreciar as melhores coisas da vida, juntos, não tem nada melhor que isso.
Namorei um ano, e ele me afastou de tudo, sem ao menos eu perceber, mas ele continuava la com a vidinha social dele,aprendi que amor não e coloca o outro na frente de tudo, nem transforma o parceiro em um deus, amor e se amar,e depois amar o outro.
Nesse meu outro relacionamento tudo e bem diferente, ambos se completam e curtem juntos 🙂
Beijoooos ♥ OTIMO BLOG, VIREI FÃ
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Oi, Grazi. Obrigada por sua visita. E que bom que hoje vive um relacionamento mais saudável. O que a Elaine nos fala neste post é mesmo muito sério… Obrigada mesmo pelo carinho. E volte sempre!!! Beijão, chica!!! <3 😉
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Ola, Graziela. Fico muito feliz que tenha gostado do primeiro texto de nossa coluna. E fico mais feliz ainda com o seu depoimento sobre seu relacionamento atual. Espero que possamos compartilhar experiências e aprendizados sempre. Isso faz parte do nosso crescimento. Muito obrigada pelo carinho. Beijos!
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