Slow Down Fashion: O guia de moda e beleza que te ajuda a desacelerar — Moda Sem Crise
10 • janeiro • 2018

Slow Down Fashion: O guia de moda e beleza que te ajuda a desacelerar


A tradução de slow down para o idioma português é desacelerar. E no universo da moda tem sido crescente o número de pessoas que procuram por práticas contrárias às de uma indústria que nas últimas décadas, desde a 3ª Revolução Industrial, tem promovido o consumo acelerado e desenfreado. Entre as respostas à essa demanda, está a plataforma Slow Down Fashion. Idealizada pela Relações Públicas, Michelle Narita, 30 anos, o site é um guia de marcas sustentáveis de moda e beleza que assume o propósito de dar visibilidade às marcas e iniciativas que se propõem fazer diferente para fazer diferença. 

O projeto teve início após Michelle decidir redirecionar a rota profissional e pessoal também. “Durante muito tempo trabalhei na área de marketing e comunicação em empresas tradicionais. Já não estava muito feliz no mundo corporativo e tive a oportunidade de ficar um tempo fora do Brasil. Fui estudar em Barcelona [Espanha] e lá comecei a pensar em muitas coisas. Como o dinheiro era curto e tinha pouco espaço no apartamento que morava, percebi que não precisava de muito para viver e que comprar por comprar já não fazia mais sentido.”

De volta a São Paulo, a empreendedora começou rever também seus hábitos alimentares. E o autoconhecimento foi a mola propulsora que a fez rever conceitos e valores como um todo. O resultado dessa viagem íntima e pessoal foi a criação do Slow Down Fashion. “Óbvio que não é fácil, mudar hábitos exige muito esforço, é um exercício diário. Foi por isso que criei o site. Para facilitar a vida de pessoas que, assim como eu, estão em busca de informações sobre o que consomem. O propósito do projeto é divulgar e apoiar marcas e iniciativas que já estão atuando com mais propósito na indústria da moda, mostrando que é possível fazer diferente. Além de ser um espaço de informação sobre como consumir de forma consciente”, explica ela que para desenvolver o projeto contou com o apoio da jornalista Luciana Rego e da publicitária Débora Ambar, que também compartilhavam das mesmas inquietações.

Slow Down Fashion – Foto: Reprodução

“O intuito do site SDF é ser um espaço online que fomente a moda sustentável e o consumo consciente no Brasil apoiando e divulgando os negócios – e as pessoas – que já estão atuando com mais propósito na indústria. E é uma plataforma em constante construção que busca trabalhar juntamente às marcas e os consumidores, sempre trazendo serviços e informações relevantes à esse público.”

Guia conta com marcas espalhadas pelo Brasil – Foto: Reprodução

 

Empreendedores que querem ter suas marcas estabelecidas no guia devem preencher o formulário disponível no próprio site. É preciso falar a respeito da história da marca, os processos, o que é usado como matéria-prima e como é o relacionamento entre quem produz e fornecedores. “Deixo muito claro que meu papel não é de julgar, mas sim, entender melhor o negócio e se está alinhado ao propósito do site e aos valores do movimento slow fashion”, explica Michelle que enfatiza ainda: “Para mim, o slow fashion não refere-se a um ‘check list’, mas uma maneira de pensar e atuar de forma alternativa e engajada. Não existe marca 100% sustentável ou ‘perfeita’, mas acredito em pessoas e negócios que estão em uma busca constante por melhorias em seus processos produtivos e comerciais. Sustentabilidade é um conceito muito amplo e deve-se levar em conta o contexto e a realidade de cada negócio/marca, não existe uma receita pronta que funcionará da mesma maneira para todos. Se sua marca e ou projeto está genuinamente comprometida em buscar alternativas e contribuir para construção de uma indústria e, um mundo, mais sustentável e ético, então você pode fazer parte do Slow Down Fashion”, afirma.

3JNS é uma das empresas que faz parte do guia Slow Down Fashion. A empresa é pioneira na adoção de um modelo de negócio que abrange todos os ciclos da economia circular para o jeans: reformar, redistribuir, reproduzir e reciclar. Foto: Reprodução Facebook 3JNS

Recentemente a plataforma passou por um upgrade. Segundo Michelle, o novo formato está mais prático e fácil de navegar. O layout não mudou muito, segue clear e simples, dando destaque às marcas e projetos que participam do guia que começou 50 marcas e que atualmente soma mais de 85 marcas e projetos brasileiros separados pelas categorias: moda sustentável (roupas, acessórios e calçados), beleza, decoração, brechós, além de projetos (armários coletivos, espaços colaborativos, troca de roupas etc) serviços  (consultorias, grupos produtivos, oficinas e cursos).

Entre as novidades está a inclusão de brechós no guia – Foto Reprodução

Já para quem busca encontrar as marcas e projetos, a pesquisa pode ser feita pelas categoria listadas acima, ou ainda por região (Cidade – Estado) e/ou características, como: orgânico, tingimento natural, biodegradável, comércio justo, vegano, produção artesanal, reciclado, trabalho social e outros.

Michelle explica ainda que a ideia é facilitar aos consumidores a busca por negócios sustentáveis e éticos, além de disponibilizar informações a respeito dos seus processos, mão de obra e matérias-primas. “Acredito que quando temos informações à respeito do produtos que consumimos e um relacionamento de transparência com as marcas fazemos escolhas mais conscientes. E a mudança do site aconteceu, pois queria melhorar a plataforma, deixar mais fácil a navegação e mais intuitivo.”, afirma.

Trabalho incrível que faz uso das sobras da indústria. Peças de qualidade descartadas são matéria prima da COMAS: Design e Upcycling em São Paulo. Foto Reprodução Facebook COMAS

Para 2018, Michelle estuda alternativas e novas possibilidades. “Espero que a plataforma cresça e possa ajudar cada vez mais novas marcas e iniciativas, apoiando e dando visibilidade à esses novos negócios e maneiras de atuar. E, também junto aos consumidores construir um espaço de informação e discussão com objetivo de fomentar os temas sobre moda e design sustentável, economia circular, beleza natural e consumo consciente”, completa.

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