Não é só de Árvore de Natal, confraternização da firma e lançamento do filme de Star Wars que se faz o mês de dezembro. Mesmo que involuntariamente, todos nós fazemos um balanço no último mês do ano. Às vezes me pego pensando em como 2017 foi um ano doloroso. Hoje, ao escrever esse texto e fazer minha retrospectiva penso em como esse ano foi incrível e o quanto estou feliz por isso.

Ops.: Nota da editora: Foteeeenha (sic) de pipoca para celebrar a coluna Lado B assinada por nossa mais amada nerd carioca Bia Rocha Foto: Pixabay
Crise, desemprego, Operação Lava a Jato e por aí vai… Eu não sou a Anitta para dizer que 2017 foi um ano maravilhoso (Paradinhaaaaa, Paradinha ah ah ah), mas não posso deixar de ser grata a essa data. Em 2017 eu renasci. E olha, preciso dizer que renascer dói, um parto de emoção, ansiedade, insegurança e fé. Assim como no filme, fé em dias de um futuro esquecido.
A referência ao filme X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) me faz pensar em uma das minhas personagens preferidas do mundo dos quadrinhos, a mais poderosa telepata, Jean Grey. Assim como eu, a personagem passou por um período das trevas e morreu para o mundo, mas ao se virar para ela mesma e entender seu lugar no planeta, Jean Grey renasce e assume uma nova identidade: A Fênix.

Sophie Turner como Fênix no filme X:Men Apocalipse (2016)
Dando ou não crédito ao destino, anos atrás eu fiz minha primeira tatuagem: uma Fênix saindo de um livro, como se eu renascesse através da força das palavras. Eu já havia visto o filme X–Men Apocalipse inúmeras vezes, no qual a Jean Grey é a grande heroína, mas só esses dias eu vi o quanto aquela personagem e a sua libertação eram similares a dor que eu sentia.
Depois de uma bela crise de choro (mentira, foi escandalosa, melodramática e horrorosa!), percebi que morrer é difícil, mas tomar a decisão de renascer para se tornar algo mais forte, é mais difícil ainda. Mesmo com tanta dor, eu lhes garanto, o arrependimento é zero!
Pois bem, em 2017 eu aprendi que a vida pode ser uma merda, cheia de dor, conflitos e muito medo. E mesmo neste emaranhado de problemas sempre aparecem coisas boas em nossa história. Eu renasci e descobri tanta coisa boa sobre mim e me orgulho cada dia mais da pessoa que venho me tornando. Agora tenho a certeza que estamos todos em evolução, cada momento é único e todo o nascer do Sol é um milagre!
Sou uma nerd cacheada, cheia de manias e chata demais. Mas não me troco por nada e nem por ninguém! 2017 me mostrou que para ser feliz a gente precisa lutar, acreditar e ter fé, não aquela fé ligada a religiosidade, mas fé em nós mesmos.
Termino o ano no Moda Sem Crise com um sorriso no rosto e uma melodia bem carioca:
“Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer
Não estou dando nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz”
Conselho (Jorge Aragão)
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