Tão Maravilhoso quanto necessário: Você soube da estreia de "Embrace" na Netflix? — Moda Sem Crise
22 • maio • 2017

Tão Maravilhoso quanto necessário: Você soube da estreia de “Embrace” na Netflix?


COMPORTAMENTO – Talvez seja apenas impressão, mas parece que um dos mais significativos documentários da atualidade, “Embrace”, estrelado e dirigido pela ativista de imagem corporal australiana Taryn Brumfitt, chegou ao Brasil, de certa forma, sem muito alarde. Premiado em festivais e comemorado por todo o mundo, o documentário que coloca em debate padrões de beleza e que aborda um complexo e epidêmico problema que afeta mulheres no mundo inteiro -o ódio ao próprio corpo-,  finalmente está disponível na Netflix Brasil. O lançamento por aqui rolou dia 2 de maio. Mas, você soube dessa estreia?

Em outro contexto – claro -, Girlboss, uma série de 13 capítulos, baseada na trajetória da empresária Sophia Amoruso, estreou dias antes, em 21 de abril com pompa e circunstância. E, ao menos na minha timeline no Facebook vi bombar o número de “check-ins” de quem acompanhava o lançamento da série. Não que o conteúdo do adaptado livro homônimo não seja relevante ou algo assim. Eu não li o livro, tampouco assisti a série. Mas soube que tem muito valor. E é também totalmente compreensivo o desejo de consumi-la desde o exato momento que teve início sua exibição, afinal essa é uma consequência da vida contemporânea.

Mas me parece propícia a reflexão: a estreia de uma – aguardada – série sobre empreendedorismo, mas que acima de tudo trata de moda guiada pela história da jovem glamourosa que causou – e que creio que ainda causa – delírios de consumo e acumula seguidores se mostrou completamente diferente da dinâmica de estreia de um documentário, cujo ativismo trava uma importante batalha contra o ódio ao próprio corpo há tempos fomentado pelas indústrias da moda e beleza. Só queria lembrar que tão importante quanto a roupa é o indivíduo que a veste. Mas nem sempre as coisas funcionam assim. E Embrace desvenda muito bem tudo isso. O documentário propõe um olhar para si, sem desejar ocupar o lugar do outro.

Claro que as condições de marketing dos produtores das duas obras certamente são discrepantes. Mas entristece ver que nem mesmo o fato da trajetória de Taryn Brumfitt ser tão importante quanto a de Sophia Amoruso colocou Embrace em pauta na imprensa brasileira de grande repercussão.

Mas, nada melhor do que o bom e velho boca a boca para ampliar o alcance do documentário para fazê-lo chegar aonde quer que seja por esse Brasilzão afora, não é mesmo?!

Se você assim como eu sonha com mais envolvimento, mais engajamento, mais textões e discussões a respeito de Embrace, fica o convite: aceite o desafio de ajudar multiplicar essa mensagem. Compartilhe nas comunidades do Facebook das quais faz parte. Envie para seus grupos de Whatsapp. Fale a respeito na roda de amigos. Promova você também esse tão necessário debate!

Depois de ver Embrace duas vezes – não que fosse necessário para reconhecer sua importância – falo com convicção: o documentário é simplesmente maravilhoso. E os 7.4 bilhões de habitantes dessa casa merecem assisti-lo!!!

Saiba mais sobre a história de Taryn Brumfitt e sobre Embrace

Fotógrafa de Adelaide, uma cidade na costa Sul da Austrália, Taryn Brumfitt se tornou ativista de imagem corporal com o propósito de contribuir para o fim da epidemia global de odiar o corpo. O gatilho foi a publicação de duas imagens, em 2013, digamos, pouco convencionais de “antes e depois”. Em uma época em que mães posavam e compartilhavam a boa forma acompanhadas de filhos recém-nascidos, a australiana, mãe de três crianças, que por vezes participou de concursos de beleza e ostentou o corpo escultural, decidiu mostrar a nova forma física sem se importar com os quilos adquiridos. A imagem que abraçava a diversidade do corpo foi vista por mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo, gerou um frenesi e despertou o interesse da imprensa internacional.

O antes e depois de Taryn Brumfitt que causou frisson em todo o mundo - Fotos: Google Imagem

O antes e depois de Taryn Brumfitt que causou frisson em todo o mundo – Fotos: Google Imagem

E aquela mulher que chegou a odiar o próprio corpo, e que no início daquele mesmo ano, cogitou fazer duas cirurgias plásticas – o plano era realizar procedimentos no abdômen e seios -, reconsiderou, refletiu e, em tempo, reconheceu que podia ir além. Taryn então pediu para 100 mulheres que descrevessem seus corpos com apenas uma palavra. E entre outras coisas ela ouviu: repugnante; flácido; imperfeito; pequeno; e desmazelado. E desde então a ativista se comprometeu a propagar mensagens para que as pessoas parem de absorver as mensagens que a indústria da beleza insiste o tempo todo promover e divulgar.

Taryn apostou tudo na missão de convencer mulheres a se amarem da maneira como são. Foi dai que surgiu o “The Body Image Moviment (BIM) que em tradução livre significa Movimento da Imagem do Corpo. Uma cruzada internacionalmente reconhecida fundamentada na crença de que o corpo não é um ornamento e sim o veículo para a concretização de sonhos. Com o BIM, Taryn saiu mundo afora reforçando a ideia de que todos têm o direito de amar e abraçar corpo que tem, independentemente da forma, tamanho, etnia ou habilidade.

Taryn viajou pelo mundo espalhando sua mensagem de amor ao próprio corpo.  Ocasião em que conversou com especialistas, mulheres nas ruas, e com personalidades sobre as taxas alarmantes de questões de imagem corporal vistos em pessoas de todos os tipos físicos. Entre as entrevistadas pela ativista estão nomes como: Mia Freedman, a mais jovem editora da edição australiana de Cosmopolitan; Harnaam Kaur: a dama barbada; a atriz Nora TschirnerAmanda de Cadenet, apresentadora de talk shows no Reino Unido; a fotógrafa Jade Beall; e a palestrante motivacional Turia Pitt.

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Toda essa experiência deu origem a um documentário chamado “Embrace” e que vai fundo na questão comum por aqui ou em qualquer outra parte do mundo: “Por que se tornou tão normal ver pessoas rejeitando seus corpos?” O filme contou com uma valioso financiamento coletivo. E uso a palavra “valioso” porque compreendo que o efeito social dessa mensagem é simplesmente inestimável. Pelo que li e reli, trata-se de um longa relevante, envolvente e que acima de tudo propõe mudança de vida. No vídeo acima você vê a produção criada para chamar a atenção para o financiamento coletivo.

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Ativista Taryn trava uma luta contra o ódio ao corpo e promove a diversidade – Foto: Google Imagens / Embrace

A estreia mundial aconteceu dia 4 de agosto de 2016, no Festival de Cinema de Sidney. E Embrace ficou entre os cinco melhores na categoria “Diretor”. E foi também indicado ao prêmio Documentary Austrália Foundation na categoria “Melhor Documentário”. Disponível em DVD e Online apenas na Austrália e na Nova Zelândia, desde 30 de novembro. O filme estreou em janeiro em dois países da Europa:  Inglaterra e Irlanda. Já na América, após ser exibido nos Estados Unidos, em setembro do ano passado, em fevereiro também lançado no Canadá.

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