01 • dezembro • 2016

1º de Dezembro: O Mundo contra a Aids


SAÚDE – Todo ano um milhão de pessoas morrem em decorrência de doenças relacionadas à AIDS. E dois milhões de pessoas são infectadas com HIV em todo o mundo. Neste, 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS -data que serve de alerta para a prevenção e contra o preconceito-, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon faz um apelo para que seja renovado o compromisso global para o combate à doença, assim como um “espírito intransigente” para colocar fim à epidemia até 2030.

“Desde a emergência da AIDS, há 35 anos, a comunidade internacional pode olhar para trás com algum orgulho, mas ainda é preciso mirar adiante com determinação e comprometimento para alcançar nosso objetivo de acabar com a epidemia até 2030”, disse Ban em comunicado para a data.

O secretário-geral reconheceu os progressos da luta contra a doença: o acesso a medicamentos dobrou nos últimos cinco anos e agora chega a 18 milhões de pessoas. Desde 2010, o número de crianças infectadas pela transmissão de mãe para filho diminuiu à metade e os medicamentos contra o HIV para prevenir a transmissão de mãe para filho já está disponível para 75% das mulheres necessitadas. Pessoas com HIV vivem mais e a cada ano há menos mortes por doenças relacionadas à AIDS. E com os investimentos certos, o mundo pode entrar para a Via Rápida (Fast-Track) de Aceleração da Resposta para alcançar o objetivo de 30 milhões de pessoas em tratamento até 2030. Mas Ban lamenta: “Enquanto este progresso é claro, os ganhos permanecem frágeis. As jovens mulheres são especialmente vulneráveis em países com alta prevalência do HIV, especialmente na África subsaariana. Populações-chave continuam sendo desproporcionalmente afetadas pelo vírus. Novas infecções estão crescendo entre pessoas que usam drogas injetáveis, assim como entre homens gays e homens que fazem sexo com homens. A epidemia de AIDS está crescendo no Leste Europeu e na Ásia Central, alimentada por estigma, discriminação e leis punitivas”, declarou.

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Foto: Shutterstock / Michel Jung

Ban lembrou que, globalmente, os mais pobres têm menos acesso a serviços e cuidados. Nesse cenário, mulheres e meninas são mais atingidas. “A Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável foi adotada com a promessa de não deixar ninguém para trás. Em nenhum outro contexto isso é mais importante do que na resposta à AIDS”, declarou. “Apoiar as pessoas jovens, vulneráveis e marginalizadas mudará o curso da epidemia”, completou.

De acordo com informações da ONU, a estratégia do programa especializado no tema, o UNAIDS, está alinhada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando o combate ao HIV junto a progressos em educação, paz, igualdade de gênero e direitos humanos. Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS, expressou em comunicado sua solidariedade às 78 milhões de pessoas infectadas pelo HIV no mundo, e lembrou as 35 milhões que morreram de doenças relacionadas desde que os primeiros casos foram relatados. Ele também manifestou preocupação com meninas da África subsaariana que, segundo ele, enfrentam ameaça tripla: alto risco de infecção pelo vírus, baixas taxas de testagem e baixa aderência ao tratamento antirretroviral. Já o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, lembrou que 1,6 milhão de usuários de drogas injetáveis estão infectados com o vírus HIV no mundo, enquanto outros 6 milhões vivem com a hepatite C.

Educação é pilar para a prevenção

Diretora-geral da ONU para a educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, a edução deve ser o pilar da abordagem sustentável e afetiva para a prevenção ao HIV. De acordo com o relatório “2016 Prevention Gap”, que em tradução livre significa Lacuna da Prevenção 2016, dois terços dos jovens no mundo não têm conhecimento correto e abrangente sobre o vírus. Isso, combinado a fatores como a falta de acesso a serviços, estigma, discriminação e desigualdades estruturais, resulta em um impacto desproporcional para certas populações.

“Apesar dos esforços significativos para fortalecer a resposta à AIDS, a cada semana ocorrem quase duas mil novas infecções entre meninas e mulheres jovens na África do Sul. A educação, por si só, não funciona como uma mágica para a prevenção, mas sem ela, outras abordagens preventivas — seja a de preservativos ou a da profilaxia anterior à exposição — nunca alcançarão plenamente seus objetivos”, disse Bokova.

Por mais de duas décadas, a UNESCO apoia os países na agenda de prevenção, por meio de uma educação sexual abrangente, assim como no fortalecimento da resposta do setor educacional ao uso de drogas e na prevenção da violência baseada em gênero, identidade de gênero ou orientação sexual nas escolas.

*Esse texto conta com informações da ONU Brasil

Vídeo da ONU sobre o Dia Mundial de Combate à Aids




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